Montana proíbe TikTok sob acusação de o app ter ligação com o governo chinês
Aplicativo não poderá mais ser ofertado por lojas virtuais a partir do ano que vem.
O TikTok é uma das maiores redes sociais do planeta. A plataforma foi responsável por inovar e mudar completamente o mercado do entretenimento mundial. Com vídeos curtos e simples que nunca param de aparecer ao rolar a tela, o aplicativo se tornou febre mundial e atualmente tem mais de um bilhão de usuários ativos.
Assim como outras redes, o app utiliza algoritmos que acessam dados do usuário e fornece um conteúdo que julga mais adequado aos interesses dessa pessoa.
O uso desse sistema pode gerar muitas críticas de todos os lados e até mesmo atitudes governamentais são tomadas para conter a plataforma de vídeos, como o que ocorreu recentemente em um estado norte-americano.
TikTok é banido em Montana, nos Estados Unidos
Na última quarta-feira, 18 de maio, pela primeira vez, um órgão governamental norte-americano baniu o aplicativo TikTok em seu estado. A partir do primeiro dia de janeiro de 2024, o app não estará mais disponível no estado de Montana, não podendo ser oferecido por lojas como o Google Play Store.
Com a justificativa de priorizar e “proteger os habitantes de Montana da vigilância do Partido Comunista Chinês”, o governador, Greg Gianforte, sancionou a lei que proíbe a empresa de prestar serviços no local.
As acusações são de que a desenvolvedora do TikTok, ByteDance, é responsável por vender informações dos usuários estadunidenses para o governo chinês.
Essa proibição pode ser estendida para um cenário nacional, de acordo com a agência de notícias France Press. Com isso, a empresa declarou que a medida restritiva afeta os direitos de liberdade religiosa, de expressão e de imprensa, protegidos pela Primeira Emenda do Povo de Montana.
Além disso, um executivo do TikTok já havia declarado que jamais compartilharam informações dos EUA com o governo da China.
Restrições mundiais
A plataforma também lida com ações judiciais em cenário mundial, sendo banida de aparelhos governamentais em países como Grã-Betanha, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Além disso, paga o equivalente a R$ 68 milhões para o governo do Reino Unido pelo uso de dados de crianças.